Macron alerta para ‘crise das democracias’ global após anos de esforços de ‘desestabilização’ em entrevista exclusiva nos EUA

“Acho que temos [a] grande crise das democracias, do que eu chamaria de democracias liberais. Vamos ser claros sobre isso. Por quê? Primeiro, porque ser sociedades abertas e democracias abertas e muito cooperativas pressionam seu povo. Isso pode desestabilizá-los”, disse Macron em uma entrevista gravada na quarta-feira, que vai ao ar na quinta-feira no programa “The Lead” da CNN.

“E é por isso que temos que articular sempre o respeito à vontade das pessoas, as referências da classe média e todo o progresso de nossas democracias acolhendo culturas diferentes, sendo abertas e cooperativas. Isso é uma questão de equilíbrio”, continuou.

“Está claro que nos últimos anos tivemos uma pressão crescente sobre nossas sociedades e estamos no ponto em que, em nossos diferentes países, há o que eu chamaria de crise da classe média.”

Os comentários de Macron ecoam o amplo esforço do presidente Joe Biden para enquadrar a competição global do século 21 como definida por democracias versus autocracias. Esses alertas ganharam novo peso nos últimos meses, à medida que os temores de uma recessão global se aproximam e as ameaças à democracia aumentam ao lado da guerra não provocada da Rússia na Ucrânia.
Macron foi reeleito em abril com uma proposta aos eleitores de uma França globalizada e economicamente liberal à frente de uma União Europeia musculosa.

Mas o desempenho de sua oponente de extrema-direita, Marine Le Pen, serviu como a mais recente indicação de que o público francês está se voltando para políticos extremistas para expressar sua insatisfação com o status quo.

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